viernes, 24 de septiembre de 2010

Um egemplar anacrónico

Da fiestra da que esta bisagra foi obtida tomaronse tambem outros elementos, que logo poderemos ver, de forja, elementos que ainda que conservabam algum resto do aire decorativo barroco, bem se poderiam encadrar en datas mais tardias, este egemplar estaria pois entre 1790 e 1840

Dous egemplares cortos, contemporaneos e com diferente anclagem


O pouco elaborado de ambolas duas picas fainos pensar em peças tardias pois, ainda que as formas som pobres o motivo está ja definido, cousa que nos mais antiguos modelos nom sucede, os anclagens como se pode ver som diferentes um deles de tradiçom moito anterior, datariamos estas pezas nas ultimas décadas do XVIII

Um egemplar de época central ou tipo

Estas decoraçons cinceladas e á lima, e estes dous pequenos adornos no arranque da pica seram simbolos particulares das obras de entre 1650 e 1750, como podemos ver som pezas moi coidadas e ademais do proprio soporte da estructura lignea á que estiveram ligadas retomabam de novo o ánimo decorativo que faltara dende os floreados góticos, neste caso duma maneira moi barroca

Outra variante mais coa ponta acorazonada, moi particular

Neste caso, e dado que o entorno no que apareceu é plenamente medieval, pode que estemos perante um egemplar de principios do XVI, a punta prolongada e ladeada recorda os modelos de escudetes góticos acorazoados que tanto veremos em olhos de fechaduras, remates de picaportes etc durante o baijo medioevo.

Um mais dentro do modelo de bisagra em pica

Outro antiguo egemplar, posibelmente de mediados do XVII

Bisagras com punta em pica

Em um momento incerto da baija idade media fai entrada este modelo, probablemente com uma forma semelhante á presente num inicio (neste caso podemos ver um egemplar rural do XVI) com ánimo de ficar por um tempo, este motivo decorativo mais elaborado com adornos limados, mais estilizada e coa pica com filigrana ou com remate em ponta morta (cum pequeno circulinho no remate da pica, igual que o que levaban as armas de corte quando saíam do talher para evitar accidentes) marcaría tudo o antiguo réxime galego, a sua desapariçom num entorno concreto fainos avantar no tempo ata os inicios do XIX tanto como a sua presença permitenos aventurar datacions anteriores ao 1750 sen demasiado perigo. Excepto anacronismos, que tambem os ha este tipo de bisagra é um magnifico fosil director.

Mais outra variante

Neste caso a plancha de metal e mais fina, o corpo mais longo e a diferencia mais importante reside no bastago que aqui aparece perforado para unirse a un perno ancorado na outra parte do vano

Bisagra de cabeza redonda S. XVII aprox.

Este seria un dos egemplos melhores para dudar da dataçom duma bisagra, a toma ó marco é conjunta á propia peça o que indica antiguidade (os bastagos ocos seram os ultimos em chegar, sendo os ganchudos os primeiros primitivos) a sua procedencia dum entorno rural, pouco dado aos avances rápidos mantennos prudentes deixandoa no século XVII, mas bem pudera ser moi anterior, pois deste tipo conhecense ja dende época medieval, os ingleses etiquetariana como postmedieval, o que inclue un entorno amplio, mas eu atreveriame a decir que nun entorno pobre correspondese aos primeiros anos do Antiguo Régime, mais adiante veremos variantes deste modelo de dataçons similares.

Bisagras, um fosil arqueologico mais

Inda que nom resulta comum falar de materiais de obra como poden ser as telhas, os tijolos ou os crabos, resulta de enorme trascendencia conhecer as modas que cada época trougerom consigo para utilizar estes elementos, encontrados em escavaçom como elemento para facilitar uma dataçom absoluta.
As bisagras som a partires do século XV um elemento tremendamente significativo em obras de crédito tanto edilicias como moveis, desta maneira mantenhem um significado iconográfico e iconológico contemporaneo á época em que forom forjadas, ainda que incluiremos neste apartado a seguir algum egemplo da Mariña Lucense, espazo que centra a nosa atençom, de obras de qualidade; a que mais nos importará aqui será a bisagra comum, que pode aparecer em qualquer entorno e que nos ofrece um marco cronologico magnifico quando menos até principios do século XIX e sobre tudo nos anos centrais do antiguo régime.
Falamos dende logo da bisagra rematada em pica ou ponta de lança, bem comum ó noso entorno; de entre elas e a sua mais cercana predecesora, a rematada em circulo, podemos guiarnos duma serie de peculiaridades para encadrar cada elemento numha data distinta



 

martes, 7 de septiembre de 2010

A ceramica francesa baijomedieval (S. XII-XV) caracterizase pola sua pasta fina e ben cocida, em hambiente completamente oxidante, formada por barros brancos a modo de caolines con escasos degrsantes solidos, moi decantada pois, apenas alguma cuarcita ou residuo calcareo de tamanho medio que destada claramente entre o total. Comunmente soe ir recuberta duma bem rematada cobertura plumbifera verdosa polo sulfato de cobre, com moteados castanhos (nom sempre) de cor intenso e importante uniformidade, cubrindo todo o exterior, son tamen identificativas de épocas plenas ou cedeiras as asas em fita e o labio em T horizontal, junto coas vertedeiras en "boca de pato", com um belisco entre a bertedeira e o resto do labio que une as dois partes, a sua abundancia debese em boa parte ó comercio do viño de Burdeos en difentes paises atlánticos e son um magnifico fosil identificador da plena idade media, Inda que se tenhem rastrejado anacos de Saintonge em tempos tan serodios como o S. XVII, as caracteristicas iniciais que citamos apenas ficam reducidas ó cor verde do seu vidrado, aparecendo cum trabalho moito menos coidado e pastas mais groseiras e de tonos pouco elaborados. O clasico Saintonge medieval é fácil de reconheçer. Ajudam tamen as caras feitas com belisos proprias da parte central do colo e em alguns casos a decoraçom polçicroma sem vidrar representando diferentes tipos de aves muito estilizadas de cores vivos. Quedanos como incógnita de saber se se utilizarom esgrafiados, ou impressons, cores como o azl cobalto sobre os esgrafiados e marrons ferrosos, tudo isto claro, pola apariçom de pezas de igual pasta, igual contexto e paquete estratigráfico e com estas caracteristicas. Seram Francesas, pode que inglesas ou estamos a falar de produccions mais do sul, taifas ou emirais ?, esperando uma analise ceramologica e petrigráfica quedamonos coa duda de momento.

Ceramica sevillana baijomedieval

lunes, 6 de septiembre de 2010

O curral do Bispo

De esquerda a dereita, a Albergaria ou hospital de Sao Paulo, a cassa de Joa das Figueiras, Os paços ou casas do Arçediano de Trasancos em dois tramos, logo a torre do Arçediano de Montenegro, a Akfondega e logo as casas e horta propiedade de Gonçalvo Nunes  Alcalde e posible casa consistorio primitiva, á traseira a rua do Jardim que da á çerca da vila e no frente a rua da Praça que daria á porta da Vila e faria de Caminho de Santiago, fermoso mapa para orientarnos posiblmente antes do incendio

Mondoñedo, o Curral do Bispo, S. XV

viernes, 13 de agosto de 2010

As reparaçoes das pezas fan-se con pegamento araldit, previamente protegida a zoa a pegar e com resina epoxi para unir e completar lagunas, os tonos obtenhen-se com pasta de madeira soluble em acetona de diferente cor, resultado reversibel e bastante potábel, recomendo-o como receita nom som moi dado ás reintegraçoes completas com escaiola dental e outras pastas